Fábrica de Chocolate

Jean Luiz Féder

 O tema é recorrente, mas não deixa de ser atual: a repressão durante a ditadura militar. Mario Prata, o autor da peça Fábrica de Chocolate, em cartaz no espaço Rogério Cardoso, da Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, coloca para o público uma explicação ficcional (será?!) para a morte de um operário de uma fábrica de chocolate numa cela, durante um interrogatório. Em pouco mais de uma hora, os atores Adriana Torres, Guillermo Regenold, André Cursino, Henrique Manoel Pinho, Daniel Villas e Victor Garcia, conseguem intercalar momentos de tensão com risadas (nervosas) na trama que monta um cenário de suicídio como explicação “oficial” para a morte. Mesmo que seja necessário “eliminar” um agente da repressão, novato, que pode dar com a língua nos dentes. E, também, chamar para a cumplicidade o patrão adesista.  Lembrar-se durante a encenação da morte do jornalista Wladimir Herzog não é exagero. Para “montar” o suicídio não importa se a grade onde se “enforca” o operário é mais baixa que a altura do torturado. Aliás, diz o personagem delegado Herrera que, para evitar futuros constrangimentos, “vamos construir grades mais altas”. A direção é de Luizapa Furlanetto. 14 anos. Av. Vieira Souto, 176, Ipanema. Até 3 de novembro. De quinta a sábado, às 21 h; domingo, às 20h. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

(21)2332-2016 - www.cultura.rj.gov.br/espaco-evento/casa-de-cultura-laura-alvim/fabrica-de-chocolate

Publicado na edição 166 - outubro/2013

Amazonas com Festival de Ópera

De dia, pé no chão e a imersão nas encantadoras comunidades indígenas, que ensinam toda a riqueza de sua cultura, incluindo a culinária, a dança e os costumes. À noite, vestidos de gala e o melhor da música lírica internacional em um cenário de tirar o fôlego: o belíssimo Teatro Amazonas, na cidade de Manaus. Este tentador encontro de mundos, completamente diferentes e igualmente fascinantes, é a proposta da Amazon Santana Exclusive Cruises, que criou pacotes para quem quiser aproveitar o concorrido Festival de Ópera de Manaus e ainda aproveitar o que a Amazônia tem de melhor. São duas possibilidades de datas e pacotes – de 2 a 6 de maio (cinco noites, ao preço de R$ 2.375,00 por pessoa) e de 10 a 13 de maio (quatro noites, ao preço de R$ 1.900,00 por pessoa) –, incluindo traslados ida e volta entre o cruzeiro e o aeroporto, hospedagem, atividades náuticas (como mergulho e ski aquático), ingressos para duas apresentações de ópera e serviços all inclusive, incluindo bebidas a bordo. Os pacotes oferecem visitas à comunidade indígena Tupé, ao Museu do Seringal, à Casa da Farinha (onde é possível ver e aprender com os moradores da margem do rio como se dá a fabricação de farinha de mandioca) e ao Mercado de Artesanato Caboclo. As atividades incluem ainda o Parque January (de onde é possível observar toda a riqueza da natureza local) e o passeio noturno, para observação e interação com os jacarés. Aos navegantes urbanos, uma dica: o PH do Rio Negro é tão elevado que afasta os mosquitos e insetos em geral, possibilitando uma viagem muito mais tranquila – além de fazer muito bem para a pele. www.amazonsantana.com

Publicado na edição 160 - abril/2013