Renault Captur 2.0 Intense

Carlos Fernando Schrappe Borges
 
Um feliz conjunto de design e mecânica fazem deste novo modelo da Renault um candidato aos SUV’s mais vendidos? Após percorrer 594 km em um circuito misto cidade e estrada, acredito que sim.
 
Atraindo olhares por onde passa, esta versão top de linha sai por R$ 96,300 já incluídos seus dois opcionais, pintura biton, marfim com teto preto nacré (R$ 2.900) e bancos revestidos parcialmente em couro (R$ 1.500).  Já as versões básicas 1.6 SCe Zen partem de R$ 78,900 com câmbio manual e a recém lançada CVT X-Tronic, R$ 84,900.
 
Equipado com pneus Continental Contycross Contact LX2, 215/60 R17, direção eletro-hidráulica, e com o robusto motor 2.0 flex de 143/148 CV agora com maior eficiência energética, aliado à convencional caixa automática de quatro velocidades, antiga na concepção, mas atualizada eletronicamente, você tem em todas as condições de rodagem, um carro sempre à mão. Com estas melhorias fizemos a média de 10 km/l utilizando gasolina. Você ainda pode ativar, no ciclo urbano, a função Eco-mode que faz as marchas serem passadas em um giro mais reduzido, o que nesta versão 2.0 não é sinônimo de perda de potência, o carro continua ágil mas consumindo menos. No ciclo rodoviário não faz diferença.
 
Tudo isso em um interior ergonômico, espaçoso e confortável. Contudo, faltam alguns itens básicos, tais como: espelho retrovisor eletrocrômico, luzes de cortesia nos para-sóis, comandos do volante com iluminação e vidros com controle antivácuo. No conjunto mecânico faltam freios a disco nas quatro rodas, que até o antigo Scénic tinha.
 
Se o exterior é arrebatador, o interior nem tanto. Seu painel de instrumentos é amplo, sinuoso, mas de plástico duro, assim como o revestimento das portas, o que traz um ar de simplicidade que contrasta com o belo design do lado de fora. Já os mostradores são bem visíveis e de fácil leitura, com as informações do computador de bordo de seis funções centralizadas no topo do LCD do velocímetro. 
 
Os principais comandos estão todos à mão facilitando o uso e mantendo os olhos do motorista na estrada. Os bancos têm bom acabamento, seguram bem o corpo mas todos os seus ajustes são mecânicos. O carro acomoda bem cinco pessoas e o seu porta-malas de 437 litros é amplo e bem-acabado.
 
Na estrada, a rodagem é silenciosa, o que demostra cuidado na utilização de materiais fonoabsorventes, mas na unidade testada a coluna central do lado do motorista deixou passar o ruído do vento. 
 
Dentre os diversos itens de conforto e segurança  destacam-se: o controle de estabilidade e tração; sua chave-cartão com sistema hands free que detecta, abre as portas, libera a ignição e comanda o alarme periférico; os faróis de neblina,  com função Cornering Light onde a luz de LED acende automaticamente para  o lado em que  o volante for esterçado; as luzes diurnas em LED no formato C;  o assistente de partida em rampas;  os quatro airbags; os cintos de segurança de três pontos para todos; os sensores de chuva e luminosidade; o ar condicionado automático e o já conhecido mídia nav da Renault com GPS e câmera de ré. 
 
O veículo foi cedido pela Renault do Brasil e retirado na concessionária Fórmula.
 
 
 
Publicado na edição 211 - julho/2017

Renault Oroch Dynamique 1.6 SCe

Carlos Fernando Schrappe Borges
 
Suas linhas não mudaram. Continua sendo uma pick-up média robusta e para quem precisa carregar até 650 kg em sua caçamba, ela cumpre bem o seu papel. A principal mudança na linha 2017 da Oroch foi mecânica.
 
Ganhou notáveis modificações sendo a principal delas o novo motor 1.6 16v SCe (Smart Control Efficiency) que produz 118/120 cv com torque de 16,2 kgfm a 4000rpm. Some isto a tecnologia ESM (Energy Smart Management), de regeneração de energia nas frenagens que otimiza a carga da bateria e ainda a comodidade da direção eletro-hidráulica, tudo visando a economia de combustível e desempenho.
 
Para tirar a prova, testamos a versão Dynamique, na cor verde esmeralda e com bancos de couro, que está sendo vendida por R$77.790. Já a versão básica Expression parte de R$ 69.990, e a automática 2.0 chega aos R$ 83.690.
Este motor trabalha com giros mais altos privilegiando o torque e isto fez com que a diferença entre o consumo da cidade e na estrada não fosse muito diferente, ficou em torno de 8,5 a 11 km/l com gasolina, respectivamente.
 
Em nosso teste rodamos 491 km em um trecho misto, cidade e estrada onde a Oroch fez 10,2 km/l.
 
Na cidade continua ágil e silenciosa. Quase não se escuta o motor. Sua suspenção Multilink aliada com os pneus de uso misto Michelin LTX Force 215/65 R16 absorve as irregularidades das ruas com excelência e maestria.
 
Faltam, no entanto, a assistência de partida em rampa e o controle de estabilidade e tração, tecnologias já disponíveis em outros modelos da marca e também na concorrência. Se no dia a dia faz falta, com a caçamba carregada e com chuva é imprescindível.
 
Na estrada é inegável a comodidade do piloto automático, em quinta a 110 km/h o giro fica a pouco mais de 3.200 rpm. Quanto ao isolamento acústico, é apenas razoável, pois apesar da aparente boa vedação, o vento é mais audível que o rodar dos pneus e o ruído do motor.
 
O painel é ergonômico e os instrumentos tem ótima visibilidade. Seu sistema multimídia é um dos mais rápidos e amigáveis do mercado. Embora venha com sensores de estacionamento a câmera de ré continua sendo vendida como opcional (R$ 480). Deveria ser item de série, afinal trata-se de uma pick-up que como todas, tem visibilidade restrita para manobras. O veículo foi cedido pela Renault do Brasil e retirado na concessionária Fórmula. 
 
 
Publicado na edição 210 - junho/2017

Renault Duster Dynamique 1.6 16V 2017

Carlos Fernando Schrappe Borges

Em nossa edição de abril testamos a Pick-up Oroch Dynamique 1.6 e agora o Aeroporto Jornal recebeu uma unidade da SUV Duster Dynamique 1.6 2017 na cor marrom safári. Seu preço de tabela nesta configuração é de R$ 76.560,00.

Não houve nenhuma modificação na parte mecânica desta versão com motor 1.6 16v, ao contrário do que a Renault fez nos 2.0. Nem ao menos colocaram a direção eletro/hidráulica e também não eliminaram o tanquinho para partida a frio. Mesmo assim conseguimos notar detalhes interessantes no conjunto geral.

A Duster possui um interior espaçoso, sem luxo, mas bem-acabado. É um carro robusto, durável e com uma excelente posição de dirigir.

O interior com os bancos revestidos em couro de dois tons (opcional), cinza e marrom, ficou bem agradável. Peca, contudo, em não ter cinto de três pontos para o ocupante do meio no banco traseiro, mas tem apoio de cabeça para todos.

Uma somatória de pequenos detalhes fáceis de resolver para o fabricante permitiria que o Duster conquistasse uma melhor posição no mercado. Faltam, por exemplo, um descansa braço no banco do motorista, um espelho retrovisor eletrocrômico, luzes de cortesia nos espelhos do para-sol, reostato no painel e medidor de temperatura do motor. Sem contar que poderia ter freios a disco nas quatro rodas, que até o antigo Scénic tinha, mas daí já é pedir demais, ou não? Controle de tração e de estabilidade também não aparecem no horizonte. Uma crítica desde o seu lançamento foi sanada, o controle dos espelhos retrovisores agora está na porta, em cima dos comandos dos vidros, que também passaram a ser todos de um toque. O eficiente sistema MEDIA Nav Evolution ganhou câmera de ré.  Completo e fácil de operar, ainda conta com comandos satélite na coluna de direção, atrás do volante, típico dos Renault.

Equipado com pneus Bridgestone Duhler HT 684 II, 215/65/r16, ele absorve bem as irregularidades do piso, mas na estrada gera um ruído de rolagem acima da média. Somado a isso, o ruído aerodinâmico em velocidade de cruzeiro (110km/h) chegou a incomodar, ao contrário da Oroch, que até elogiamos neste quesito. O Ar condicionado também faz barulho toda vez que o compressor é acionado.

Rodamos ao todo 413,5 km num percurso cidade/estrada e fizemos ótimos 12,1 Km/l com gasolina. Seu motor 1.6 16 v de 110cv na gasolina / 115 no álcool, com câmbio manual de 5 marchas se mostrou adequado para o porte do carro. Mas, se puder investir mais, compre a versão 2.0 que teve melhoramentos mecânicos consideráveis.

www.renault.com.br

Publicado na edição 203 - novembro/2016

JAC T5 CVT

Carlos Fernando Schrappe Borges, colunista do AJ
 
Quando testei o Jac T5 manual, em maio passado para a edição 196, fiquei bem impressionado com o carro. Design atual, espaçoso, seis anos de garantia, bem equipado e confortável. Ficava, contudo, faltando a transmissão automática, item imprescindível nesta categoria. Surgiu, então, o T5 CVT, cujo teste você acompanha agora.
 
Custando nesta versão completa Pack 3, R$ 76.990, ele preenche a lacuna que restava e tem a missão de conquistar clientes que desejam um SUV honesto abaixo dos R$ 80 mil.
 
Externamente, a única diferença em relação ao modelo manual é a inscrição CVT abaixo do T5 no porta malas. Por dentro ganhou um bonito conjunto no console central, onde a manopla do câmbio corre gentilmente por uma grade dentada trazendo opção de modo Sport e trocas manuais simulando até seis marchas, além do botão para saídas em terrenos escorregadios.
 
O volante ganhou os controles de piloto automático, que ainda pecam por não serem retro iluminados à noite, nem eles e nem os controles do rádio e do bluetooth. O conjunto central em LCD do velocímetro agora informa a posição do câmbio e as trocas sequenciais de 1 a 6. 
 
Poderiam ter incluído neste painel um relógio e o indicador de temperatura externa, pois só aparecem no rádio ou no ar condicionado quando os mesmos estão ligados. No mais, a forração do teto continua a destoar por ser muito simples, semelhante ao TNT, detalhe que as mulheres não perdoam.
 
NA CIDADE
 
O CVT é uma transmissão continuamente variável, ou seja, não há trocas de marchas.
Nas primeiras arrancadas você sente um leve tranco que, com a adaptação de uso, vai diminuindo. O restante do rodar é macio e traz conforto no trânsito. Aliado ao motor 1.5 16v VVT, com 125/127 CV o conjunto remete a um veículo familiar sem pretensões esportivas.
 
NA ESTRADA
 
Com boa vedação, os ruídos aerodinâmicos são minimizados, mas falta um melhor isolamento acústico nas caixas de rodas e entre o motor e a cabine, pois tanto o barulho de rodagem quanto o do motor, este acima de três mil giros, invadem o habitáculo. No modo Drive a 110 km/h, com o piloto automático ligado, é interessante
sentir o CVT trabalhando e ver o conta giros se movimentar a cada aclive, mantendo a velocidade constante.
 
Na subida de serra mostrou-se ágil: o motor eleva o giro rapidamente quando solicitado e os controles de estabilidade e tração transmitem uma agradável sensação de segurança.
 
No trecho misto, cidade/estrada, foram percorridos 430 km e, desta vez abastecido com gasolina, a média foi de 10 km/l. Neste quesito eu esperava mais, visto que no último teste fizemos 9,5 km/l utilizando etanol. O veículo foi cedido pela JAC Motors.
 
 
Publicado na edição 209 - maio/2017

Citroën Aircross 1.5 Live

Carlos Fernando Schrappe Borges

A Citroën foi muito feliz na reestilização do Aircross que, dependendo da versão, torna-se na minivan com o melhor design e custo benefício do mercado. Vejamos porquê.

A versão testada pelo Aeroporto Jornal é a Aircross 1.5 Live com dois opcionais:  pintura metálica rouge rubi e central multimídia, que tem o preço sugerido de R$ 62.260,00, podendo chegar a R$ 76.960,00 na versão topo de linha Shine 1.6 automática.

Aconteceram mudanças externas, internas e mecânicas, saindo da extravagância do modelo anterior para o quase discreto.

Motorização - Seu motor flex 1.5 de 93cv aliado ao câmbio de 5 marchas de relações curtas, combinada a direção elétrica, proporciona uma excelente dirigibilidade e economia de combustível. Abastecido com etanol fizemos 8,4 km/l em um percurso misto cidade/estrada de 420 km. A 110 km/h em quinta marcha trabalha em 3.500 rpm, utilizando já nesta faixa de rotação todo o torque de 14,2 Kgfm.

Sua ampla área envidraçada elimina quase todos os pontos cegos e junto com a posição de dirigir elevada tem uma visibilidade invejável. Ainda possui o tanquinho de partida a frio no cofre do motor que, apesar de funcionar perfeitamente mesmo a zero grau, a versão 1.6 já conta com o sistema de aquecimento direto de combustível. Pisada de bola a Citroën não ter atualizado também a versão 1.5.

Exterior - A frente traz novos faróis, grade e luzes diurnas de led, as rodas têm novo desenho e vem na cor grafite. Nesta versão urbana note que o carro está sem 0 estepe pendurado na tampa traseira, o que facilita, e muito, o uso do porta-malas no dia a dia. Ele também não vem com pneus de uso misto, mas por sua vez traz os excelentes Michelin Energy Fuel Saver 195-55-R16. O estepe está acomodado no piso do porta malas de 403 litros e tem a medida 195-60-R15 o que limita velocidade quando usado, a 80km/h.

Interior - Espaçoso e confortável. O volante tem ajuste de altura e profundidade, os mostradores em três arcos são retro iluminados com a cor branca e têm fácil leitura, mas o da direita, durante o dia, sofre reflexos. Os bancos acomodam o corpo muito bem possuindo todos os ajustes, com espumas de ótima densidade e tecido agradável ao toque. O piso tem forração de boa espessura e acabamento. O plástico, porém, predomina no resto do carro. Todo o painel e portas são desse material o que acaba tornando o interior espartano e prejudicando o isolamento acústico. O barulho da ventilação forçada é bem audível desde a posição 1 das cinco disponíveis.

Faltam porta objetos e os que existem não são muito aproveitáveis. Faltam, ainda, nessa versão: uma saída de 12v para o banco traseiro, alarme e apoio de cabeça para o quinto passageiro. Até quando o consumidor vai tolerar estes deslizes básicos? O que contrabalança para o lado positivo, fora o preço, é a central multimídia com tela de 7 polegadas (opcional de R$ 1.400,00). Seu design se integra perfeitamente ao painel, incorpora comandos satélite para ajustes do rádio e todas as suas demais funções são úteis, complementando inclusive o computador de bordo, mas o GPS é ainda outro opcional.

A unidade testada foi cedida pela concessionária Citroën Boulevard, Av. Marechal Floriano Peixoto, 4.043, (41)3111-2121 -  www. citroenbr.com.br

Publicado na edição 199 - julho/2016